pessoinhas , essa história foi baseada numa coisa que aconteceu de verdade . o que estiver em negrito , eu adicionei , que não aconteceu , ook ?
Vinte e três horas e quarenta e três minutos marcavam em meu celular.
- Letícia, vai dormir! – disse minha mãe. Eu acenei com a cabeça. Eu estava com sono e precisava dormir. Dei “boa noite” a todos e fui arrumar minha cama.
- Ignorance is your new best friend, Ignorance is your new best friend…– eu sussurrava cantando. Meia noite e oito. Deitei-me em minha cama, coloquei meus fones e, de tão cansada e exausta, logo mergulhei na inconsciência.
Logo meu sonho se aproximara. Não foi um sonho engraçado, só estranho. Por dois motivos:
Primeiro, eu era Isabella Marie Swan, da saga Twilight. E segundo, - estranho? Talvez não por eu ser a Bella – Edward Anthony Masen Cullen, com os olhos de um dourado caramelo, agoniados, os lábios franzidos, o rosto entristecido, veio em minha direção e me deu um beijo na testa.
Logo reconheci a cena de despedida do segundo filme da saga: Lua Nova.
Então ele se foi.
- Edward, Edward, Edward! – “eu-Bella’’ gritava, correndo em direção a floresta negra como breu, agarrando apenas o vento com os braços.
Como assim? NÃO! Tem algo errado. NÃO! Pensei de novo. Bella não gritava por Edward no filme. NÃO, NÃO, NÃO! Pronunciei friamente em minha cabeça.
Então voltei à consciência, a realidade. Minha mãe balançava meus ombros rápida e freneticamente. Meus olhos transbordavam, sem parar, em lágrimas.
- Filha? Filha, acorde! – minha mãe falava alarmada – Letícia abra os olhos. Acorde querida me responda! – ela ainda me balançava para frente e para trás.
Meus olhos estavam vazios e meu rosto sem expressão. Eu não achava minha voz, ela fora perdida, junto com a música que antes soava em meus ouvidos, por meus fones.
Minha mãe me soltou e sentou-se ao pé de minha cama.
- Está tudo bem? O que aconteceu? – perguntou minha mãe, sussurrando. Eu ainda fitava o vazio.
- Eu. Bella. Ele se fora. Lua Nova. Edward. Gritei. Tudo acabou. – eu respondi com a voz fria, pausando a cada palavra, gaguejando em algumas partes. Percebi, então, que minha resposta não fazia sentido, pelo menos, para minha mãe não faria.
- Ah! Você teve um pesadelo né? – ela sussurrou fitando o teto. Isso me sobressaltou.
- Como sabe? Por que está aqui? – perguntei incrédula.
- Hm, você gritava loucamente sem parar “ Edward, Edward!” – ela tentou imitar minha voz num sussurro – e esperneava, batendo com as mãos em punho e chutando com os calcanhares, a cama.
Suspirei e, finalmente, meus olhos tomaram foco. Pude ver o rosto sorridente de minha mãe. A pele clara de marfim em contraste ao cabelo vermelho escuro.
As maçãs do rosto, rosadas, se curvavam como uma onda, quase lhe cobrindo os olhos verdes claros. Ela riu baixo de meu comportamento ou, talvez, do ataque que eu tive com o tal sonho. Bom, eu não sei.
- Ah! – foi só o que consegui dizer. Suspirei de novo e afundei a cabeça no travesseiro.
- Volte a dormir, você tem aula amanhã. – bufei com a notícia. Argh!
- Claro, ok. Boa noite, mãe.
- Boa Noite filha. – ela respondeu, saindo do quarto, me soprando um beijo.
Coloquei meus fones novamente, fechei meus olhos, enquanto a música Never Think desenhava uma melodia com cores e desenhos em minha mente. Logo, a inconsciência me tomou, novamente.
I'm in the business of misery, let's take it from the top. Começara a tocar o despertador de meu celular. 6:00 da manhã.
- Argh! que sono! – resmunguei para mim mesma.
- Letícia, levanta! Tá na hora. Vai se arrumar. – gritou minha mãe, do quarto ao lado do meu. Mas eu não me movi apenas me sentei. Apertei o botão de meu celular, e ele trocara a música do despertador, pela música que, provavelmente, tocava antes, Apologize. Apoiei o queixo na mão direita e fiquei ali sentada, só pensando no sonho dessa noite.
- Que estranho. – murmurei e ri sozinha. Espreguicei-me, suspirei e fui me arrumar.
– Acho que vou dormir na aula hoje! – falei debilmente para minha xícara de café. – Humpf! Estou mesmo ficando louca! – revirei os olhos.
Fiquei pronta, coloquei meus fones – para ver se a música me acordava, “hm, que tal um pouco de Paramore?” pensei. – e saí. Ao abrir a porta, vi que o céu estava nebuloso. O vento frio e úmido, com um leve cheiro de chuva, bateu contra meu rosto. Tremi de frio. Respirei fundo e fui. Duas quadras, um passo de cada vez. Um, dois, três. Um, dois, três.
Chegando ao colégio, a Paty foi a primeira a chegar, dei-lhe um beijo na bochecha. Conversamos um pouco, demos risada e contamos as novas.
- Argh! Teste, teste, teste! – resmungávamos de vez em quando, preocupadas e estressadas. Logo a Lary chegou, rindo pra variar. Dei-lhe um beijo na bochecha e a Paty também. Conversamos, rimos, estudamos, rimos, escutamos música e rimos. O sinal demorava a bater e a Lary mencionou algo sobre uma revista que contava sobre o filme, Lua Nova e a cena de meu sonho encheu meus pensamentos.
Comecei a enxurrada de palavras, atropelando algumas, enquanto elas me fitavam. Sorrindo e murmurando alguns “Oh! E sério?” de vez em quando.
É eu estava mesmo precisando desabafar.
e então ? gostaram ? :D
ROBeeijos ♥